Está no meu silêncio,
na solidão do meu toque,
na minha respiração imperceptivel,
nos movimentos repetidos,
nos pensamentos repetidos.
Ciclico. Não há verdade fora da roda.
E não há verdade na roda.
Simplesmente não há verdade.
Pare.
Entrou arrombando a porta,
quebrando meus sintagmas e paradigmas,
me deixando afonico, torto e quebrado,
Lambendo meus vazios e sugando até me impludir.
Implodo em pedaços meio rosa meio preto,
solto gritos de dor e sua mão.
Solto sua mão.
Você invade e arromba
e vai embora meio expulso,
meio querido, meio amor.
Meia verdade, meio consolo.
Meio existência, meio éter.
Meia presença non grata no recinto.
O salão de festas é fechado para reformas,
pelas reformas.
As vozes se afastam, diminuem e somem.
E ficamos brincando de inventar a roda,
de inventar verdades.
Também preciso de boas mentiras.
Também respiro o mesmo ar viciado.
Pequenos direitos que não sei cobrar.
Nós nem existimos mesmo..
No salão dos cérebros em vidro
nós ficamos em prateleiras diferentes,
sangrando em meio básico e
pensando ácido.
Sem nada físico, sem nada mental,
sem nada... Nem existimos...
segunda-feira, 19 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
220 taps por minuto
Estranha fome. De ossos.
Algo infla, os olhos, globulos girantes.
Do jeito que se encontram só se podem chamar glóbulos.
Inquietos. A sala está cheia e fria.
E todos olham para frente.
Olham mas não vêem.
Vem mas não vêem.
Entre papéis e móveis duros a vida dança em algum lugar.
Escondida.
"Você quer que a vida te foda né?"
"A vida não sabe foder gostoso."
Ai que desnecessário.
Você malbarata a nossa conversa.
Enfim. Estava desaprendendo coisas,
desconcentrado em suas imperfeições.
Procurando uma espécie de... Bem,
pode soar clichê, mas a palavra é sentido,
quando...
Nada aconteceu. Como de costume..
Estou aqui te lendo e esperando o meu "Bom dia".
...
Esperando o meu "Bom dia".
ESPERANDO O MEU "BOM DIA" (grito).
Aumento a vida da sala para 20º.
Visto roupas verdes e espero um sinal.
Plaft.. não isto não é um sinal.
Espero outro
Enquanto ouço o Greatest Hits do amor de alguém..
Algo infla, os olhos, globulos girantes.
Do jeito que se encontram só se podem chamar glóbulos.
Inquietos. A sala está cheia e fria.
E todos olham para frente.
Olham mas não vêem.
Vem mas não vêem.
Entre papéis e móveis duros a vida dança em algum lugar.
Escondida.
"Você quer que a vida te foda né?"
"A vida não sabe foder gostoso."
Ai que desnecessário.
Você malbarata a nossa conversa.
Enfim. Estava desaprendendo coisas,
desconcentrado em suas imperfeições.
Procurando uma espécie de... Bem,
pode soar clichê, mas a palavra é sentido,
quando...
Nada aconteceu. Como de costume..
Estou aqui te lendo e esperando o meu "Bom dia".
...
Esperando o meu "Bom dia".
ESPERANDO O MEU "BOM DIA" (grito).
Aumento a vida da sala para 20º.
Visto roupas verdes e espero um sinal.
Plaft.. não isto não é um sinal.
Espero outro
Enquanto ouço o Greatest Hits do amor de alguém..
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Quer um bombom? Come um...
Esse tem daquelas frasesinhas de amor que você tanto evita..
Elogios não são para todos.. Tem razão.
E eu não. Já os comi demais. Minhas mãos e bocas mergulham em frases.
Em fases. Frases indigestas. Fases indigestas.
Não é só a troca de olhares, mas o olhar o mesmo ponto..(Frase do bombom)
Não há olhares, hahaha, do que estou falando? Tonto.
Poderia haver. Mas não há.
Há uma conversa truncada como esse poema.
E bombons espalhados nas frestras dos meus dentes amarelos.
Marrons e com pedacinhos de avelã...
Cega, surda e muda é a nossa conversa.
E me irrita o que ouço sem ouvir..
E me irrita saber de seus defeitos sem os ter..
Saber me irrita, o saber teórico, e vc é empirismo puro.
E vampirismo puro também.
Sempre quis sangue em taças e risadas no pó.
Sempre quis o pra sempre, a morte e só.
O amor, mordidas mortais e quase morte.
Mas..
Sempre querer dos outros.
Sempre quis dos outros.
Sempre confirmo coisas.
Sempre.
Queria estar errado nesses assuntos as vezes.
E realmente ser cego.
E realmente ser surdo.
Mudo e..
de novo puro.
Esse tem daquelas frasesinhas de amor que você tanto evita..
Elogios não são para todos.. Tem razão.
E eu não. Já os comi demais. Minhas mãos e bocas mergulham em frases.
Em fases. Frases indigestas. Fases indigestas.
Não é só a troca de olhares, mas o olhar o mesmo ponto..(Frase do bombom)
Não há olhares, hahaha, do que estou falando? Tonto.
Poderia haver. Mas não há.
Há uma conversa truncada como esse poema.
E bombons espalhados nas frestras dos meus dentes amarelos.
Marrons e com pedacinhos de avelã...
Cega, surda e muda é a nossa conversa.
E me irrita o que ouço sem ouvir..
E me irrita saber de seus defeitos sem os ter..
Saber me irrita, o saber teórico, e vc é empirismo puro.
E vampirismo puro também.
Sempre quis sangue em taças e risadas no pó.
Sempre quis o pra sempre, a morte e só.
O amor, mordidas mortais e quase morte.
Mas..
Sempre querer dos outros.
Sempre quis dos outros.
Sempre confirmo coisas.
Sempre.
Queria estar errado nesses assuntos as vezes.
E realmente ser cego.
E realmente ser surdo.
Mudo e..
de novo puro.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Sobre como Quintana destruiu minha vida.
RIMA
(Murilo Benzatti Moro)
Quintana rima tão bem meu bem, deverias ler.
Quintana é assim Quintana, nada demais.
Não, não! Quintana é cotidiano, é isso.
Todos o dizem cotidiano então porque deveria eu não o fazer?
Esquece Quintana amor, volta pra cama.
Quintana revira na cova agora, e eu quero sexo.
Deixa Quintana, deixa.
O velho nem lê o que escreve, aposto.
Não diga assim meu bem.
Tratá-lo de velho! Ai já é demais
Questão de gosto.
Sexo? Agora? Não quero mais.
Fica ai com teu Quintana, trepa com ele, bêm.
Faz ele gozar com rimas.
(Murilo Benzatti Moro)
Quintana rima tão bem meu bem, deverias ler.
Quintana é assim Quintana, nada demais.
Não, não! Quintana é cotidiano, é isso.
Todos o dizem cotidiano então porque deveria eu não o fazer?
Esquece Quintana amor, volta pra cama.
Quintana revira na cova agora, e eu quero sexo.
Deixa Quintana, deixa.
O velho nem lê o que escreve, aposto.
Não diga assim meu bem.
Tratá-lo de velho! Ai já é demais
Questão de gosto.
Sexo? Agora? Não quero mais.
Fica ai com teu Quintana, trepa com ele, bêm.
Faz ele gozar com rimas.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Sem titulo, sem começo e sem final... Como sempre...
Meus sentimentos tontos,
meus sentimentos tortos,
meus sentimentos ininteligiveis.
Vazio. Inexplicavel vazio.
Vário. Vazio vário. Vazio vário do passa-tempo,
do caça-palavras. Caço palavras.
Suas palavras, essas, palavras que não escuto.
Só vejo. Só vejo suas palavras,
sinto que apenas verei,
sinto muito.
Queria falar de toques. De truques.
Dos toques e choques que deve(ria)m se formar.
Ou só queria falar. Me embolar nas palavras,
me embolar nos seus ouvidos,
nos seus três mamilos.(ohh..)
Encontrar minhas mãos perdidas,
nas suas mãos perdidas,
sua pele perdida. Fundida. Fundir.
Ou eu só sei me repetir.
E me enfiar num vácuo,
eterno, imutável, estático,
sem passos. Funciono na contra-mão,
encontrando pessoas partindo,
e conhecendo conhecidos.
(Qualquer é muita, mas muita coisa.
Muita coisa cabe em qualquer.)
meus sentimentos tortos,
meus sentimentos ininteligiveis.
Vazio. Inexplicavel vazio.
Vário. Vazio vário. Vazio vário do passa-tempo,
do caça-palavras. Caço palavras.
Suas palavras, essas, palavras que não escuto.
Só vejo. Só vejo suas palavras,
sinto que apenas verei,
sinto muito.
Queria falar de toques. De truques.
Dos toques e choques que deve(ria)m se formar.
Ou só queria falar. Me embolar nas palavras,
me embolar nos seus ouvidos,
nos seus três mamilos.(ohh..)
Encontrar minhas mãos perdidas,
nas suas mãos perdidas,
sua pele perdida. Fundida. Fundir.
Ou eu só sei me repetir.
E me enfiar num vácuo,
eterno, imutável, estático,
sem passos. Funciono na contra-mão,
encontrando pessoas partindo,
e conhecendo conhecidos.
(Qualquer é muita, mas muita coisa.
Muita coisa cabe em qualquer.)
terça-feira, 8 de abril de 2008
Saudades...
... de querer ser astronauta.
... de querer viajar no tempo para ver os dinossauros.
... do medo do escuro.
... do medo do caminhão de veneno da dengue.
... de acreditar que tenho poderes ocultos.
... de achar que tudo é possível.
... de achar que as pessoas vão viver para sempre.
... de não ter dor de cabeça.
... de não ter saudades.
... de querer viajar no tempo para ver os dinossauros.
... do medo do escuro.
... do medo do caminhão de veneno da dengue.
... de acreditar que tenho poderes ocultos.
... de achar que tudo é possível.
... de achar que as pessoas vão viver para sempre.
... de não ter dor de cabeça.
... de não ter saudades.
sábado, 29 de março de 2008
Sombra na parede escura, nua e crua. Fumaça. Não fiz patinhos nem cãozinhos. Os olhos não paravam quietos e os ouvidos, bem, esses ouviam atentos sua voz (espaço dedicado a alguma palavra que não existe). Pensamentos. Óbvios pensamentos. Pensamentos são óbvios. Como o pensar é óbvio. Tentativa de telepatia. Tentativa falha? Cadeado no portão do pensamento óbvio e tapa na telepatia. Pedaços mastigados na fumaça fria, não, quente, fumaça quente.. Frio era o vento, fria era a solidão, fria era a noite. (Espaço dedicado a algum fim)
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